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Cidades · Quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Região só ganhou penas 119 moradores em um ano, aponta IBGE

Dez das principais cidades da região somam 1,093 milhão de habitantes em 2026; Resende teve o maior aumento absoluto, enquanto Barra Mansa e Valença perderam população

Diário do Vale · Edição 11.113 · Página 6832 palavras · 4 min de leitura
Sul Fluminense

A população das principais cidades do Sul Fluminense praticamente não cresceu entre 2025 e 2026. Levantamento feito pelo DIÁRIO DO VALE a partir das novas estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que dez municípios da região ganharam, juntos, apenas 119 moradores em um ano. A população combinada passou de 1.093.798 habitantes em 2025 para 1.093.917 em 2026, variação próxima de 0,01%.

O levantamento considera

Volta Redonda, Barra Mansa, Resende, Barra do Piraí, Angra dos Reis, Paraty, Itatiaia, Valença, Vassouras e Piraí. Os números têm como referência 1º de julho de cada ano.

A estagnação regional acompanha o comportamento do próprio Estado do Rio de Janeiro. O IBGE estima a população fluminense em 17.225.410 habitantes em 2026, com crescimento de apenas 0,01% em relação ao ano anterior, uma das menores taxas do país. No Brasil, a população chegou a 214,2 milhões e avançou 0,37%.

Estagnação regional acompanha o comportamento do próprio Estado do Rio de Janeiro

RESENDE LIDERA AUMENTO EM NÚMEROS ABSOLUTOS

Entre as dez cidades analisadas, Resende apresentou o maior ganho absoluto de população, passando de 137.697 moradores em 2025 para 137.739 em 2026, acréscimo de 42 habitantes.

Logo depois aparece Volta

Redonda. A maior cidade da região passou de 279.971 para 280.006 habitantes, aumento de 35 pessoas. Com isso, o município permanece isoladamente como o mais populoso entre os dez analisados.

Paraty teve o terceiro maior aumento absoluto, com mais 26 moradores: passou de 47.668 para 47.694 habitantes. Proporcionalmente, foi o maior avanço entre as cidades selecionadas, embora ainda inferior a 0,1%.

Angra dos Reis ganhou dez moradores, passando de 179.142 para 179.152. Itatiaia avançou de 32.713 para 32.721, enquanto Piraí passou de 29.066 para 29.072 habitantes.

Barra do Piraí praticamente não apresentou alteração: saiu de 98.506 para 98.508 moradores, diferença de apenas duas pessoas. Em Vassouras, o aumento estimado foi de somente um habitante, de 35.907 para 35.908.

Maior cidade da região passou de 279.971 para 280.006 habitantes, aumento de 35 pessoas

BARRA MANSA E VALENÇA PERDEM POPULAÇÃO

Duas das dez cidades apresentaram redução. Barra Mansa perdeu quatro habitantes, passando de 181.679 para 181.675. Apesar da pequena queda, continua como a segunda maior população entre os municípios analisados, à frente de Angra dos Reis.

A maior redução absoluta ocorreu em Valença, que passou de 71.449 para 71.442 habitantes, sete moradores a menos.

Os números mostram que não houve uma mudança demográfica expressiva em nenhuma das dez cidades entre as duas estimativas. Mesmo nos municípios que cresceram, as variações ficaram em algumas dezenas de habitantes.Os dados de 2026 são das estimativas municipais oficiais publicadas pelo IBGE. As estimativas populacionais são utilizadas, entre outras finalidades, como parâmetro para cálculos relacionados ao Fundo de Participação de Estados e Municípios e como referência para indicadores econômicos, sociais e demográficos.

Os dados de 2026 são das estimativas municipais oficiais publicadas pelo IBGE. As estimativas populacionais são utilizadas, entre outras finalidades, como parâmetro para cálculos relacionados ao Fundo de Participação de Estados e Municípios e como referência para indicadores econômicos, sociais e demográficos.

Números mostram que não houve uma mudança demográfica expressiva em nenhuma das dez cidades entre as duas estimativas

CRESCIMENTO PERDE FORÇA NO ESTADO DO RIO

O cenário regional está inserido em uma tendência mais ampla. O crescimento da população brasileira desacelerou de 0,39% no período anterior para 0,37% entre 2025 e 2026. No Estado do Rio, porém, a taxa foi de apenas 0,01%, colocando o território fluminense entre aqueles com menor crescimento populacional.

O contraste também aparece na comparação com outras regiões do país. Enquanto o Sudeste cresceu 0,21%, Santa Catarina avançou 1,54%, Mato Grosso, 1,46%, e Roraima, 3,01%.

No recorte das dez cidades analisadas pelo

DIÁRIO DO VALE, o acréscimo de somente 119 habitantes em uma população superior a 1 milhão confirma um quadro de estabilidade demográfica entre 2025 e 2026.

O país chegou a uma população estimada em 214,2 milhões de habitantes em 2026, segundo as Estimativas da População, divulgadas nesta sexta-feira (28) pelo IBGE. Os dados têm como data de referência o dia 1º de julho de 2026. O estudo é um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios, além de referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.

Os cinco municípios mais populosos do país são São Paulo (SP), com 11.911.337 pessoas; Rio de Janeiro (RJ), com 6.731.133 moradores;

Brasília (DF), com estimativa de 3.009.996 pessoas; Fortaleza (CE), com 2.582.360 habitantes; e Salvador (BA), que conta com 2.559.945 moradores, de acordo com o novo estudo. Juntos, os cinco municípios somam 26.794.771 pessoas, o equivalente a 12,5% da população total do país.

As 27 capitais da federação concentram uma população de 49,4 milhões de habitantes, o equivalente a 23,1% da população total. Entre elas, Palmas (TO), com 333.154 pessoas; Vitória (ES), com 343.935 habitantes; e Rio Branco (AC), com estimativa de 390.038 moradores, são as capitais menos populosas.

POPULAÇÃO ESTIMADA DO PAÍS CHEGA A 214,2 MILHÕES DE PESSOAS EM 2026

Recorte da página 6 da edição 11.113
Como saiu no impresso — página 6 da edição 11.113. Abrir a página inteira ›

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