Ações da CSN sobem 6,77% e lideram Ibovespa na terça-feira
Alta é impulsionada pelas negociações de venda da CSN Cimentos, avaliada em cerca de R$ 12 bilhões
As ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) dispararam na terça-feira (1º) e lideraram os ganhos do Ibovespa. Os papéis fecharam cotados a R$ 5,68, alta de 6,77% em relação ao fechamento anterior, de R$ 5,32. Durante o pregão, a ação chegou a atingir a máxima de R$ 5,79, com mínima registrada em R$ 5,24. O volume financeiro negociado ao longo do dia somou R$ 121,06 milhões, distribuídos em 18.561 negócios. A ação abriu o pregão cotada a R$ 5,37 e, ao longo das horas, sustentou trajetória consistente de alta, especialmente entre o início da manhã e o início da tarde.
Venda da CSN Cimentos movimenta o mercado
Segundo reportagem da Coluna do Broadcast, publicada no jornal O Estado de S. Paulo, a CSN, controlada por Benjamin Steinbruch, definiria nesta semana a empresa que receberá exclusividade na compra do braço de cimentos da companhia. A disputa envolve a chinesa Huaxin e o Grupo Votorantim, em parceria com a italiana Cimentir.
De acordo com analistas de mercado, essa expectativa é o principal fator por trás da valorização das ações. Fábio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos, avalia que a alta da CSNA3 tem como um dos principais vetores justamente a venda da CSN Cimentos.
A operação é avaliada em cerca de R$ 12 bilhões, embora o controlador da CSN mirasse inicialmente um valor de até R$ 15 bilhões. O valor é considerado relevante pelo mercado, sobretudo diante do atual nível de endividamento da companhia.
Impacto sobre a dívida da empresa
Segundo Lemos, a definição de um comprador com exclusividade reduz o risco de execução da operação, o que ajuda a explicar por que a CSNA3 subiu mais do que a CSN Mineração no pregão desta terça-feira — a divisão de mineração avançava 3,35%, cotada a R$ 36,36, no mesmo horário.
A venda da unidade de cimentos é vista como estratégica para melhorar a liquidez da CSN e reduzir seu endividamento, em meio a um cenário de reestruturação financeira da companhia ao longo de 2026.
DESEMPENHO ABAIXO DO ESPERADO NO ACUMULADO DO ANO
Apesar do forte desempenho na sessão desta terça-feira, os dados de variação de período mostram que a ação ainda enfrenta dificuldades em horizontes mais longos. No acumulado do ano (variação YTD), a CSNA3 registra queda de 34,37%, enquanto em 12 meses a retração é de 24,27%.
O cenário reflete um ano desafiador para a companhia, marcado por resultados financeiros pressionados e pela necessidade de reorganização de seus ativos — processo do qual a venda da CSN Cimentos é peça central.
Brasília

